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A beleza não tem estilo: antigo, moderno e o purismo na arte sacra

Barroco ou contemporâneo? A beleza é objetiva e reflexo de Deus, independe de estilo. Por que o purismo ("só o antigo presta") contradiz a própria fé.

Missão Tenda do Senhor3 min de leitura
Crucifixo de pedra, em preto e branco, com a cabeça de Cristo inclinadaFoto: Pixabay
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Neste artigo

"Arte moderna na igreja? Só presta o que é antigo!" Esse tipo de afirmação, cada vez mais comum, soa como defesa da tradição, mas contradiz a própria fé. A verdade é mais simples e mais livre: a beleza não tem estilo.

A beleza é objetiva, e é reflexo de Deus

A beleza não é "questão de gosto". Ela é objetiva porque é um transbordamento d'Aquele que é a fonte de toda beleza: Deus. Por isso uma igreja barroca riquíssima e uma capela moderna simplíssima podem ser, as duas, belíssimas, cada uma a seu modo. O que importa não é o estilo, e sim se aquele espaço eleva o coração a Deus. Beleza que conduz ao mistério é beleza verdadeira, seja de que época for.

O purismo exclui Deus

Quem diz que "depois da Antiguidade tudo é feio" comete um erro teológico. São João Paulo II, na sua Carta aos Artistas, lembra que Deus deu ao homem uma "centelha" do seu poder criativo. Será que Ele apagou essa centelha num certo ponto da história? Claro que não. Deus continua querendo manifestar a sua beleza no mundo, hoje, e continua chamando artistas para isso. Dizer o contrário é trancar Deus no passado. "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre" (Hb 13,8).

Tradição e modernidade não se excluem

Amar a iconografia bizantina, que a Igreja reconhece como o cume da arte sacra, não obriga a desprezar o resto. Há mestres contemporâneos que bebem da tradição e produzem obras admiráveis. Aliás, toda igreja que hoje chamamos de "antiga" já foi, um dia, contemporânea: a Basílica de São Pedro, as pinturas das catacumbas, tudo foi novo no seu tempo. A questão nunca foi a data; é a verdade e a beleza.

Vivemos na era em que todos têm opinião sobre tudo, e criticar dá mais audiência do que contemplar. Mas "gosto / não gosto" é raso. Antes de julgar uma obra, é preciso silêncio, contemplação, tempo para entender o que ela diz. A sua opinião, e a minha, tem uma fila enorme de coisas mais importantes na frente, a começar por dois mil anos de tradição da Igreja.

Veja também a arte sacra como Bíblia do pobre e os textos de Doutrina e Fé.

Para aprofundar o olhar da Igreja sobre a beleza e a arte, explore os documentos no Ora et Labora.

Este texto nasceu de uma conversa do nosso podcast Ora et Labora sobre a arte sacra e a beleza. Assista ao episódio que inspirou estas reflexões.

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Bíblia Católica, Catecismo, documentos da Igreja e orações estão reunidos na plataforma Ora et Labora, junto com o nosso podcast.

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