Guia de formação
Os quatro temperamentos
Conhecer o próprio temperamento é o primeiro passo da vida espiritual, porque a graça não anula a natureza, ela a aperfeiçoa. Cada um dos quatro temperamentos clássicos (sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático) tem virtudes próprias e tropeços próprios. Os santos não são os que apagaram o seu temperamento, mas os que o deixaram ser tocado por Cristo.
Conheça cada temperamento

Sanguíneo
Alegre e comunicativo, tem dificuldade em terminar o que começa.
Reage rápido aos estímulos, encanta o ambiente e faz amigos com facilidade. Precisa cultivar fidelidade e perseverança.
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Colérico
Vontade firme e liderança natural. O chamado é temperar a força com mansidão.
Decide rápido e abre caminhos onde outros desistem. O que lhe falta é humildade, escuta e mansidão.
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Melancólico
Profundo e sensível, é chamado a esperar contra toda esperança.
Sente com intensidade, pensa fundo e ama com fidelidade. Precisa cultivar esperança e abandono confiante.
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Fleumático
Calmo e conciliador, corre o risco de ficar morno.
É equilibrado, prudente e fiel aos hábitos. Falta-lhe fervor, generosidade e iniciativa.
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Os quatro lado a lado
Uma linha por aspecto, para comparar os quatro de relance. O texto completo de cada um abre pelo nome no alto da coluna.
| Aspecto | Sanguíneo | Colérico | Melancólico | Fleumático |
|---|---|---|---|---|
| Elemento e humor | Ar · quente e úmido | Fogo · quente e seco | Terra · frio e seco | Água · frio e úmido |
| Em uma frase | Alegre e comunicativo, tem dificuldade em terminar o que começa. | Vontade firme e liderança natural. O chamado é temperar a força com mansidão. | Profundo e sensível, é chamado a esperar contra toda esperança. | Calmo e conciliador, corre o risco de ficar morno. |
| Ponto forte | Alegria contagiante e capacidade de animar comunidade. | Vontade forte: realiza o que decide. | Profundidade: leva a sério tudo o que toca. | É constante e mantém hábitos por muito tempo. |
| Tropeço típico | Inconstância: começa com fervor e abandona a meio caminho. | Orgulho e autossuficiência. | Tristeza prolongada e ruminação. | Comodismo: preferir o conforto ao bem maior. |
| Virtude a cultivar | Perseverança | Humildade | Esperança | Fervor |
| Vício a vigiar | A vaidade | Orgulho | A ruminação | Acédia (preguiça espiritual) |
| Santos | São Filipe Néri, São João Bosco | São Paulo Apóstolo, Santa Catarina de Sena | Santo Agostinho, São João da Cruz | Santo Tomás de Aquino, São Bento de Núrsia |
As combinações
Ninguém é de um só temperamento. Quase sempre há um predominante e um complementar, e a mistura muda o retrato. Há um texto para cada um dos seis pares possíveis.
Por que estudar os temperamentos?
Conhecer o próprio temperamento ajuda no exame de consciência, no discernimento vocacional, na vida de oração e no trato com os outros. Isso não é uma classificação determinista. Ninguém é apenas um temperamento; todos somos uma mistura. É uma ferramenta antiga e útil, que a tradição cristã abraçou para entender melhor a alma humana.
A graça não destrói a natureza; ela a leva a plena maturidade. Por isso o sanguíneo é chamado a uma alegria mais profunda; o colérico, a uma força mais mansa; o melancólico, a uma esperança mais firme; o fleumático, a um fervor mais ardente. Os santos mostram, em cada temperamento, o que Cristo quer fazer com você.
Este guia é parte do Projeto Ora et Labora, da Missão Tenda do Senhor, comunidade católica fundada no dia de São Bento.
Do começo, em ordem
Conhecer o próprio temperamento
Esta página é para consultar. A trilha é para percorrer: seis leituras que vão da doutrina do temperamento até os santos, com o quiz no meio do caminho.
Próximo passo
E você, qual o seu?
O quiz “Qual o meu temperamento?” traz 30 perguntas curtas e devolve o seu temperamento principal e o secundário, com santos, comportamentos típicos, o texto da sua combinação e a trilha própria dessa combinação.