A arte que se recusa a te emocionar
De um lado, o Beijo de Judas da Scala Santa, que atravessa quem olha. Do outro, a arte que Peter Lenz projetou para falar à razão, sem sequestro emocional.
A Missa, os tempos litúrgicos, o ofício divino e o simbolismo sagrado da celebração da Igreja.

A Quaresma é mais que uma mudança de postura e costumes, marcada por dias obrigatoriamente sem carne e com orações que levam a uma meditação mais profunda.

Quaresma… tempo em que o Senhor nos convida a caminhar pelo deserto.

Ouve-se dizer que o deserto é lugar de sofrimento, dor, cura e libertação. E, durante a Quaresma , a Igreja entra no deserto com Jesus!
Trilha7 etapas
Sete leituras para entender por que a Igreja chama a abelha de animal litúrgico.
Por João Guilherme Ferreira
De um lado, o Beijo de Judas da Scala Santa, que atravessa quem olha. Do outro, a arte que Peter Lenz projetou para falar à razão, sem sequestro emocional.
Frontalidade, simetria de espelho, linha em vez de sombra, ornamento vegetal: as marcas que identificam a arte beuronense e a sua finalidade litúrgica.
Desligar o alarme do celular, não conversar durante o ofício e, sobretudo, não filmar a celebração: um guia curto de como se comportar num mosteiro.
Um monge carioca professou no Mosteiro de São Bento em 1677 e escreveu de próprio punho sua Carta de Profissão. Na capitular iluminada, flores, dois pavões, a pomba e duas abelhas. Leitura da imagem.
Terceiro e último texto da série "Liturgia — Silêncio e Atuação": a colunista Stella Maria Ferreira contempla o Shalom que o Ressuscitado oferece como cura do medo e faz de cada coração uma manjedoura para o Mestre.
Na noite em que celebra a Ressurreição, a Igreja agradece em alta voz o trabalho das abelhas. A cera, o Círio como coluna de fogo, a abelha lida como Maria e a sentença medieval de que não se celebra missa sem cera.
Segundo texto da série "Liturgia — Silêncio e Atuação": a colunista Stella Maria Ferreira contempla a beleza que emana da liturgia como ponte entre o visível e o invisível, saudade do Céu que arrebata a alma para o Deus…
Na tradição, o ícone é "escrito", não pintado, e o iconógrafo reza enquanto trabalha. Por que a Igreja chama a iconografia de cume da arte sacra.
Barroco ou contemporâneo? A beleza é objetiva e reflexo de Deus, independe de estilo. Por que o purismo ("só o antigo presta") contradiz a própria fé.
Primeiro texto da série "Liturgia — Silêncio e Atuação": a colunista Stella Maria Ferreira reflete sobre o silêncio fecundo que sustenta a Santa Missa e conduz à paz da Cruz.
Atributo de Santo Ambrósio e de São Bernardo, figura do Espírito Santo, de Maria, do Cristo e da alma: a abelha condensa múltiplos aspectos do mistério cristão, e cada leitura nasce de uma propriedade real da criatura.
Dar dignidade a uma igreja não depende de dinheiro, e sim de cuidado. A diferença entre simplicidade e desleixo, e por que cada material e cada detalhe importam.